sábado, 10 de setembro de 2011

" Jiddu Krishnamurti "

Nasceu em Madanapalle , 11 de maio de 1895 - Ojai , 17 de fevereiro de 1986 , foi um filósofo e místico indiano . Entre seus temas estão incluídos revolução psicológica , meditação , conhecimento , relações humanas , a natureza da mente e a realização de mudanças positivas na sociedade global .
Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa , política ou social .
Com seus três irmãos , os que sobreviveram de um total de dez , acompanhou seu pai Jiddu Narianiah a Adyar em 23 de janeiro de 1909 , pois este conquistara um emprego de secretário-assistente da Sociedade Teosófica , entidade que estuda todas as religiões . Reza a tradição brâmane  , a qual a família era vinculada , que o oitavo filho toma no batismo o nome Krishna , em homenagem ao deus Sri Krishna , de quem a mãe , Sanjeevamma , era devota ; foi o que aconteceu com Krishnamurti , a quem foi dado o nome de Krishna , juntamente com o nome de família , Jiddu .
Com a idade de treze anos , passou a ser educado pela Sociedade Teosófica , que o considerava um dos grandes Mestres do mundo . Em Adyar , Krishnamurti , foi ' descoberto ' por Charles W . Leadbeater , famoso membro da Sociedade Teosófica ( ST ) , em abril de 1909 , que após diversos encontros com o menino , viu que ele estava talhado para se tornar o ' Instrutor do Mundo ' , acontecimento que vinha sendo aguardado pelos teosofistas .
Após dois anos , em 1911 foi fundada a Ordem Internacional da Estrela do Oriente , com Krishnamurti como chefe , que tinha como objetivo reunir aqueles que acreditavam nesse acontecimento e preparar a opinião pública para o seu aparecimento , com a doação de diversas propriedades e somas em dinheiro .
Krishnamurti assim foi sendo preparado pela ST ; algo , porém , iniciou sua separação de seus tutores : a morte de seu irmão Nitya em 13 de novembro de 1925 , que lhe trouxe uma experiência que culminou em uma profunda compreensão . Krishnamurti em breve viria a emergir como um instrutor espiritual , e dito Mestre extraordinário e inteiramente descomprometido . As suas palestras e escritos não se ligam a nenhuma religião específica , nem prtencem ao Oriente ou ao Ocidente , mas sim ao mundo na sua globalidade : " Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho . O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização , de nenhum credo ( . . . ) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento , através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente , através da observação . ( . . . ) "
Durante o resto da existência , foi rejeitado insistentemente o estatuto de guia espiritual que alguns tentaram lhe atribuir . Continuou a atrair grandes audiências por todo o mundo , mas recusando qualquer autoridade , não aceitando discípulos e falando sempre como se fosse de pessoa a pessoa . O cerne do seu ensinamento consiste na afirmação de que a necessária e urgente mudança fundamental da sociedade só pode acontecer através da transformação da consciência individual . A necessidade do autoconhecimento e da compreensão das influências restritivas e separativas das religiões organizadas , dos nacionalismos e de outros condicionamentos , foram por ele constantemente realçadas . Chamou a atenção para a necessidade urgente de um aprofundamento da consciência , para esse " vasto espaço que existe no cérebro onde há inimaginável energia " . Essa energia parece ter sido a origem da sua própria criatividade e também a chave para o seu impacto catalítico numa tão grande e variada quantidade de pessoas .
A educação foi sempre uma das preocupações de Krishnamurti . Fundou várias escolas em diferentes partes do mundo onde crianças , jovens e adultos podem aprender juntos a viver um quotidiano de compreensão da sua relação com o mundo e com os outros seres humanos , de descondicionamento e de florescimento interior . Durante sua vida , viajou por todo o mundo falando às pessoas , tendo falecido em 1986 , com a idade noventa anos . As suas palestras e diálogos , diários e outros escritos estão reunidos em mais de sessenta livros .
Reconhecendo a importância dos seus ensinamentos , amigos do filósofo estabeleceram fundações , na Europa , nos Estados Unidos , na América Latina e na Índia , assim como Centros de Informação , em muitos países do mundo , onde se podem colher informações sobre Krishnamurti e sua obra . As fundações têm caráter exclusivamente administrativo e destinam-se não só a difundir a sua obra mas também a ajudar a financiar as escolas experimentais por ele fundadas .

Pensamento :   


" Não há nada que conduza à verdade . Temos que navegar por mares sem roteiros para encontra-la . "
( J . Krishnamurti )
" A inteligência não está buscando segurança . Ela não tem segurança . A idéia de segurança não existe na inteligência . Ela por si mesma é segura , e não " busca segurança " .
( J . Krishnamurti )
" A inteligência tem harmonia em si mesma . "
( J . Krishnamurti )
" A inteligência usa o pensamento . "
( J . Krishnamurti )
" Então a inteligência é necessária . Sem ela , o pensamento não tem significado , de todo . "
( J . Krishnamurti )
" Então o pensamento realmente criou um mundo de ilusão , miasma , confusão , e pôs a inteligência de lado . "
( J . Krishnamurti )
" Então o pensamento é mensurável ; a inteligência não . E como acontece de essa inteligência vir a existir ? Se o pensamento não possui relação com a inteligência , então , é a cessação do pensamento o despertar da inteligência ?
Ou o que ocorre é que a inteligência , sendo independente do pensamento , e não sendo do tempo , existiu sempre ? "
( J . Krishnamurti )
" Então o pensamento é um ponteiro . O conteúdo é a inteligência . "
( J . Krishnamurti )
" Então o que é a fonte ? Ela pode sequer ser nomeada ? Por exemplo , o sentimento religioso dos judeus é que isso é inominável : você não nomeia , não pode falar a respeito , não pode tocar . Pode-se apenas olhar . E os hindus e outros dizem a mesma coisa de um modo diferente . Os cristãos iludiram a si mesmos pela palavra Jesus , essa imagem , eles nunca foram à fonte disso . "
( J . Krishnamurti )
" Então , como ser humano , eu ficaria preocupado apenas com essa questão central . Eu sei o quão confusa , contraditória , desarmoniosa a vida está . É possível modificar isso de modo que a inteligência possa funcionar em minha vida , de modo que eu possa viver sem desarmonia , de modo que o ponteiro , a direção seja guiada pela inteligência ? Esse talvez seja o porquê de as pessoas religiosas , em vez de utilizarem a palavra inteligência , terem utilizado a palavra Deus . "
( J . Krishnamurti )
" Essa questão surgiu e eles dizem " Tudo bem , então eu devo controlar o pensamento , subjugar o pensamento e devo tornar minha mente quieta de modo que ela se torne inteira , então eu poderei ver as partes , todos os fragmentos , então eu tocarei a fonte . " Mas isso ainda é a operação do pensamento . "
( J . Krishnamurti )
" Esse é o ponto . Pensamento , matéria e inteligência , têm eles uma fonte comum ? ( longa pausa ) Acho que têm . "
( J . Krishnamurti )
" Eu acho que isso é o que realmente ocorre . Quando você estava falando comigo - eu estive percebendo - eu não estava escutando muito suas palavras . Eu estava escutando você . Eu estava aberto a você , não a suas palavras , o que você explicou e etc . Eu disse a mim mesmo , tudo bem , abandone tudo isso , eu estou ouvindo você , não as palavras que você usa , mas o significado , a qualidade interior do seu sentimento que você queria me comunicar . "
( J . Krishnamurti )
" Eu aprenderei como estar quieto ; aprenderei como meditar com o objetivo de ficar quieto . Eu vejo a importância de se ter uma mente que seja livre do tempo , livre do mecanismo do pensamento , eu a controlarei , a subjugarei , expulsarei o pensamento . Mas isto ainda é operação do pensamento . Isso está muito claro . Então o que ela deve fazer ? Porque um ser humano vive nessa desarmonia , ele deve questionar isso . E isso é o que estamos fazendo . Como começamos a questionar isso , ou no questionar , chegamos a essa fonte . É ela uma percepção , um insight , e esse insight não tem nada , coisa alguma a ver com o pensamento ? É o insight o resultado do pensamento ? A conclusão de um insight é pensamento , mas o insight propriamente não é pensamento .
Assim , eu obtive uma chave para isso . Então o que é insight ? Posso convidá-lo , cultivá-lo ? " 
( J . Krishnamurti ) 
" Isso é afeição , isso é amor . Quando você fala à minha consciência desperta , ela é dura , esperta , sutil , aguda . E você a penetra , penetra-a com seu ver , com sua afeição , com todo o sentimento que tem . Isso opera , nada mais . " 
( J . Krishnamurti ) 
" Liberdade para ver . A liberdade não existe quando há fragmentos . " 
( J . Krishnamurti ) 
" Mas veja , o pensamento tem dominado o mundo . Você entende ? - dominado . " 
( J . Krishnamurti ) 
" Nunca perceberam que foram pegos no pensamento . " 
( J . Krishnamurti ) 
" Não pode dividir a si mesma como " minha inteligência " e " sua inteligência " .
Ela é inteligência , não é divisível . Agora ela brotou de uma fonte de energia que dividiu a si mesma ."
( J . Krishnamurti )
" O cérebro barulhento não é inteligente , é claro ! "
( J . Krishnamurti ) 
" opensamento não pode ver a si mesmo morrer . " 
( J . Krishnamurti ) 
" o que é fonte ? Pode o pensamento encontrá-la ? E ainda assim o pensamento nasceu dessa fonte ; e a inteligência também . São como dois fluxos se movendo em direções diferentes . "
( J . Krishnamurti )
" todo o mundo ocidental é baseado na medida ; e o mundo oriental tentou ir além dela . Mas eles utilizaram o pensamento para isso . " 
( J . Krishnamurti ) 
" Ó , isso está muito claro . Prazer , conforto segurança física , primeiro de tudo segurança física : segurança no relacionamento , segurança na ação , segurança . . . " 
( J . Krishnamurti ) 
" A vida é a imortalidade do amor . No amor não existe tu nem eu . " 
( J . Krishnamurti ) 
" Se realmente entendemos o problema , a resposta virá dele , porque a resposta não está separada do problema . " 
( J . Krishnamurti ) 
" Ignorante não é aquele sem instrução ; é aquele que não conhece a si próprio . " 
( J . Krishnamurti ) 
" A vida inteira , a partir do momento em que nascemos , é um processo de aprendizado . " 
( J . Krishnamurti ) 
" Meditação é a ação do silêncio .
( J . Krishnamurti ) 
Texto : Krishnamurti
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

" Paul Brunton "

A alma de Paul Brunton " trocou uma existência tranquila por uma agitada " ( conforme ele dizia ) em algum lugar de Londres , em 1898 . Não podemos falar nada sobre a origem de sua família , sua educação e nem mesmo seu nome de nascimento , pois " PB " ( como preferia ser chamado ) não compartilhava esses assuntos nem com seus leitores nem com visitas . Seus vinte e oito livros oferecem pouca ajuda nesse sentido e menos encorajamento ainda a um biógrafo . Mas isso tem pouca importância em comparação com o panorama que seus livros revelam sobre a busca interior e espiritual à qual toda sua vida foi dedicada . Por esse motivo , respeitando seu próprio senso de proporção , esta introdução se baseia exclusivamente no que P . B . decidiu falar de si aos seus leitores ; frequentemente incorporando suas próprias palavras .
P . B . nos conta que seus primeiros contatos com a busca vieram na adolescência através da leitura : ele menciona a inspiração que encontrou nas cartas de São Paulo ; no romance ocultista Zanoni , de Bulwer-Lytton e especialmente em o Despertar da Alma ( ou Hai Ebn Yokdan , o Filósofo Autodidata ) , de Ibun Trufail . Foi este último , um trabalho Sufi , que lhe deu a ideia geral sobre meditação , um assunto em que ele se tornaria a mais notável autoridade moderna . Sem guiança ou instrução , ele começou a praticar a meditação , tateando seu caminho no que a princípio era escuridão absoluta .
Após seis meses de meditação diária e dezoito meses de aspiração ardente pelo Eu Superior , ele experimentou uma série de êxtases místicos .
O encantamento e frescor dessas iluminações vigorosas diminuíram depois de algumas semanas , mas deixaram P . B . com uma cosciência contínua que carregou consigo por mais três anos . Então , P . B . encontrou um místico avançado , um americano que vivia em Londres , que o convidou a se submeter a certos testes que , se passasse , o conduziriam ao próximo degrau da iluminação . O resultado foi um fracasso e P . B . , em consequência disso , entrou num estado que os místicos medievais chamavam de a Noite Escura da Alma .
Por três anos ele não teve nem tempo nem capacidade para meditar ou mesmo para sustentar a aspiração .
Um acontecimento inesperado arrancou P . B . de sua depressão espiritual . Ele retomou novamente a prática de meditação e depois de algumas semanas recuperou , numa sessão memorável , o nível de consciência que havia desfrutado antes . Mas agora era com maior conhecimento e compreensão . Ele começou a ver com clareza os padrões e os significados que estavam por detrás de sua própria vida e da vida dos demais . Compreendeu que ao longo de seus anos de escuridão a Presença espiritual nunca o havia abandonado , mas havia aguardado silenciosamente o momento em que seus próprios esforços o reuniriam a ela . Extraiu disso a grande lição da necessidade de se ter esperança e , mais que isso , sentiu-se incumbido da tarefa de comunicar isso a outros que poderiam se sentir desencorajados por seu insucesso na busca .
Anos de desenvolvimento e crescimento seguiram esta segunda iluminação .
Por muitos meses , durante o ano de 1918 , P . B . ouviu o que ele chama de " Verbo Interior " , compreendendo que a fonte de força e sabedoria não deveria ser buscada em nenhum lugar além do Ser interior de cada um .
Após a Primeira Guerra Mundial , P . B . morou por um período em Bloomsbury .
Dividiu um apartamento com Michael Juste , o fundador da Livraria Atlantis , na mesma casa onde Virginia e Leonardo Woolf mais tarde estabeleceriam sua residência e o mesmo lugar da Editora Hogarth . Tendo sido sempre um escritor nato e até compulsivo , P . B . agora entrou no mundo do jornalismo e se tornou um revisor bem sucedido e um escritor de material publicitário de sucesso .
No final dos anos 20 , P . B . iniciou uma pesquisa intensa no Oriente , levada a cabo com o apoio do Secretário de Estado para a Biblioteca da Índia . Assim ampardo , iniciou sua primeira viagem ao leste . Durante os anos 30-1 , viajou pela Índia , se mesclando com todas as classes e encontrando yoguis , faquires , homens e mulheres santos de todos os graus . Os dois por quem ele sentiu a mais profunda afinidade foram o Shankaracharya de Kamokoti e Sri Ramana Maharshi , o Sábio de Arunachala ( que não deve ser confundido com Maharishee Mahesh Yogi ) . Shankaracharya , líder espiritual do Sul da Índia e o herdeiro da linhagem Vedântica , fundada pelo primeiro Shankara , nasceu em 1895 . Ele foi visto em darshan público lendo os Notebooks de P . B . . Sendo líder de uma instituição pública , ele se recusou a ter P . B . como discípulo , mas lhe sugeriu que fosse para Arunachala , uma montanha sagrada no extremo sul da Índia e conhecesse um sábio que morava lá . Este era Ramana Maharshi , praticamente desconhecido naquela época , agora celebrado como um representante singular e moderno da mais pura escola Advaíta ( não dualista ) de filosofia e autorealização .
A busca de P . B . pelos tesouros espirituais da Índia encontrou seu clímax no encontro com Ramana Maharshi . Conforme apresenta em seu livro A Índia Secreta , ele começou então uma busca interior sob a direção do sábio . Por meio de meditação na pergunta " Quem sou Eu ? " , ele descobriu que não era o corpo ; nem as emoções , nem o intelecto . Finalmente , ele foi levado ao estado de ausência de pensamentos do Ser puro , que permitiu que um Eu mais elevado , insuspeito , assumisse o comando . Isso por si só foi liberdade perfeita .
Na realidade , como ele nos conta bem mais tarde nos Notebooks , essa não foi uma experiência nova para P . B . , mas um contato renovado com o estado que ele tinha conhecido anos antes .
Enquanto estava na Índia , P . B . contraiu malária maligna , que o debilitou por dois anos . Ao se recuperar , ele recusou as muitas ofertas de trabalho editorial e publicitário lucrativos que apareceram ao seu caminho e começou a converter suas experiências indianas em um livro . Ele se estabeleceu numa vila calma no sul de Buckinghamshire . Ficou alojado em dois cômodos de uma hospedaria até que sua pequena casa fosse construída .
A Índia Secreta apresenta seu autor como sendo um pouco cético e ingênuo , mas é preciso compreender que isso foi uma atitude deliberada , adotada conscientemente para atrair leitores céticos e ingênuos dos anos 30 . Ainda era a era do Império , quando o colonialismo e o movimento missionário cristão inculcaram na Inglaterra um desprezo inveterado pelo homem pardo e suas religiões . Mas aqui estava um viajante que não só testemunhou fenômenos que confundiam a ciência materialista , não somente ousou enaltecer o Islã como uma religião socialmente louvável e racional , mas que acabou sentado com profundo respeito aos pés de um iogui que vestia tanga . Para a introdução do livro , P . B . convidou Sir Younghusband , co-líder da força expedicionária britânica que invadiu o Tibet em 1904 e que , agora aposentado , se dedicava à reconciliação das religiões do mundo . O livro foi recebido com entusiasmo e vendeu um quarto de milhão de cópias em várias línguas .
Em duas ocasiões distintas , depois de seu retorno da Índia , P . B . recebeu em meditação uma solene incumbência ou missão . Numa noite de verão , à margem do Tamisa , ele foi mergulhando num estado de transe profundo e entrou na presença dos Quatro Grandes Seres que zelam pelo bem estar do planeta . Uma tarefa especial lhe foi dada , que era ao mesmo tempo assustadora e exaltante . Novamente , em 1934 , quando estava prestes a partir para sua segunda viagem ao leste , recebeu um apelo do sábio que tinha conhecido lá para compartilhar com os outros o seu conhecimento sobre o caminho que leva ao Eu espiritual . Colocando de lado seus preparativos para a viagem , ele respondeu escrevendo o livro O Caminho Secreto em apenas quatro semanas . Alice A . Bailey escreveu o Prefácio e o livro foi publicado em 1935 .
O Caminho Secreto é um pequeno manual de meditação , um dos primeiros a surgirem no Ocidente moderno e o primeiro a explicar o método de Autoindagação como ensinado por Raman Maharshi . Aqui P . B . estabelece um de seus princípios mais firmes : independentemente de quão místico ou abstruso seja o seu material , explicá-lo sempre em inglês bom e claro . Em vão se investiga seus trabalhos pelas notas de rodapés , pelos termos não traduzidos do sâncrito , chinês e tibetano que adornam a erudita literatura e intimidam os leitores não acadêmicos . O que P . B . aprendeu no Oriente e da tradição antiga , ele apresenta como uma sabedoria viva , que é preciosa tanto para o operário de fábrica como para o professor . Este estilo de apresentação naturalmente o retirou da estima do mundo acadêmico , enquanto certos revisores abusaram nas críticas . Ele reflete sobre essa reação nos prefácios de alguns de seus livros .
P . B . iniciou sua segunda viagem com um período no Egito , onde coletou os materiais e passou pelas estranhas experiências narradas em O Egito Secreto .
Este é o mais sensacional de seus trabalhos , abordando a história oculta e as origens Atlantes da civilização e monumentos egípicios , bem como a questão dos mágicos atuais . P . B . passou uma noite dentro da Grande Pirâmide .
Equipado com nervos mais fortes do que a maioria de seus leitores , ele parece ter revivido o processo iniciático para o qual a Pirâmide tinha originalmente a intenção de servir . Isso demonstrava ao neófito , além de qualquer dúvida , a imortalidade de seu ser e sua máxima libertação do mundo material .
As duas " Buscas " de P . B . homenageiam as fontes gêmeas do esoterismo moderno . Por um lado , há o Egito , lar dos construtores da Pirâmide e da tradição Hermética : o Egito , que considerava como crianças os gregos antigos cujos filósofos para lá iam em busca de iniciação . A Alquimia , o Gnosticismo , a Franco Maçonaria e a tradição mágica ocidental , todos traçam suas raízes no Egito . Por outro lado , existe a Índia , tardiamente descoberta pelo Ocidente , fonte dos Vedas e do Bhagavad Gita ; lar de Krishna e de Gautama o Buda . As doutrinas esotéricas da Índia tiveram atenção mais ampla no Ocidente com a Sociedade Teosófica , no final do século dezenove . Era para P . B . desmistificá-las e providenciar uma adaptação prática da yoga ( o caminho de se tornar um " submetido " a Deus - a raiz da palavra é a mesma ) para as pessoas comuns .
Continuando sua viagem , P . B . navegou do Egito para a Índia e novamente alcançou o ashram de Ramana Maharshi antes do fim de 1935 . Um dia , ao subir o topo da montanha sagrada de Arunachala , P . B . se sentiu impelido a dirigir-se aos seus companheiros do Ocidente , que ele podia ver espiralando para baixo em direção a um materialismo sem propósitos . Sem demora escreveu a substância de um pequeno livro , que como seus posteriores Notebooks não é uma argumentação ou narrativa contínua mas uma série de parágrafos conectados livremente . Mensagem de Arunachala é um chamado sério para o mundo Ocidental atender sua alma . Posteriormente , P . B . arrependeu-se por o tom do livro ter sido tão negativo , mas reflete bem as nuvens que se juntavam sobre a Europa no momento de sua escrita .
No verão de 1936 , P . B . fez um retiro em pequeno bangalô no alto dos Himalaias , a convite de um príncipe do Nepal . Deste retiro saiu talvez o seu livro mais belo livro , Um Heremita no Himalaia , que é repleto de seu amor pela natureza intacta e de sua afinidade com as estrelas . Aqui ele fala mais intimamente com o leitor , deixando cair a máscara que criou para as duas " Buscas " e se mostrando vivendo a vida simples e solitária que preferia , movendo-se gradualmente , como ele se expressa , " para dentro das cortes do Senhor " .
No verão seguinte foi Maharajah de Mysore quem lhe ofereceu hospitalidade e as condições favoráveis para escrever A Busca do Eu Superior . Maharajah era um soberano muito iluminado e um devoto do não dualismo Vedanta . Seu patrocínio a P . B . , junto com a amizade dos Maharajahs Leitores de Filosofia , T Subrahmanya Iyer e de T . M . P . Mahadevan , Professor de Filosofia na Universidade de Madras , desmentiram os críticos indianos e orientais de P . B . que afirmavam que , escrevendo livros populares ele tinha diluído ou distorcido as doutrinas orientais . Frequentemente , o motivo por detrás de tais críticas originava-se da recusa de P . B . a endossar o guru favorito de alguém ou de emprestar sua energia a movimentos políticos . Aqueles que ensinavam e viviam a mais alta filosofia , como Ramana Maharshi , o Shankaracharya e Sri Atmananda , instintivamente o aceitaram como um dos seus . A Busca do Eu Superior é um sucessor de O Caminho Secreto , sendo um manual mais detalhado de meditação . Contém muitos exercícios designados a atrair pessoas de diferentes temperamentos e necessidades .
Foi em 1937 também , e sob o comando de Maharajah de Mysore , que P . B . fez um estudo especial dos ecos da sabedoria oriental na filosofia ocidental . Isto apareceu como Indian Philosophy and Modern Culture , um pequeno estudo que , dentre os livros de P . B . , só ele não foi reimpresso por muitos anos .
O último fruto desse período indiano foi A Realidade Interna ( intitulado Descoberta de Si na sua tiragem americana ) , escrito em 1938 . O propósito específico deste livro era destinado aos Cristãos , para lhes apresentar o significado mais profundo de sua religião e para o benefício da prática da meditação . Há comentários fascinantes e originais sobre as Beatitudes , a Oração do Senhor etc . , à luz da busca . É daqui que retiramos as palavras de P . B . sobre Jesus como descrito no evangelho de São João .
Em 1938 , P . B . deixou o oriente para ir para os Estados Unidos , onde passou alguns meses . Da costa oeste , ele navegou de volta à Ásia , visitando a China , a Tailândia e o Camboja , antes de se instalar novamente na Índia pelo período de duração da Segunda Guerra Mundial . Foi em 1939 que ele foi às ruínas de Angkor no Camboja , outrora a base de uma civilização de alta espiritualidade que tinha mesclado o hinduísmo e o budismo harmoniosamente . P . B . foi lá , como antes tinha ido a Madame Blavatsky , para receber um certo contato através da meditação . Mas outro contato foi feito lá , físico , que seria de grande significância para ele . Esse foi com um lama mongol exilado , que era capaz de responder algumas questões metafísicas importantes . Graças à chave fornecida por esse mongol , P . B . pôde iniciar sua obra filosófica magistral .
O projeto ambicioso de um trabalho de dois volumes que explicaria em linguagem simples a mais alta filosofia e suas práticas concomitantes foi mais tarde , para o pensar de P . B . , dividido em dois livros separados , A Sabedoria Oculta Além da Ioga e A Sabedoria do Eu Superior . Muitos que haviam apreciado seus escritos anteriores ficaram desapontados com esses , por serem , francamente , leituras difíceis . Aqueles que persistiram aprenderam que além das gratificações da devoção religiosa , além dos êxtases do misticismo , jaz o reino da Filosofia verdadeira , um termo para o qual P . B . recuperou seu sentido nobre de " amor à sabedoria " . Ele explica por que não é suficiente ter experiências psíquicas ou mesmo espirituais : é preciso entender o que se experiencia , ou então corre-se o risco de autoengano , de desequilíbrio , ou de dogmatismo para o qual o misticismo não é a cura - de fato , é o que tem acontecido frequentemente com os psíquicos e com os místicos . A " sabedoria oculta além da ioga " é a sabedoria que sabe por que alguém pratica ioga ( ou meditação , pois P . B . quase nunca se interessa pela Hatha Yoga , ou ioga física ) . É a sabedoria cosmológica que sabe como o mundo vem a ser ; como nós o percebemos e por que o mundo é como é .
O primeiro volume , A Sabedoria Oculta Além da Ioga , dirige o leitor passo a passo à admissão de que o mundo material como normalmente é concebido simplesmente não pode existir . O segundo volume , A Sabedoria do Eu Superior , oferece a solução desse impasse ao adotar uma filosofia puramente " mentalista " . Explica como todo o nosso mundo é projetado pelas nossas mentes e como o grande mundo externo a nós é projetado como um pensamento da Mente-do-Mundo . É uma proeza de rara ordem ter exposto esta doutrina sutil e revolucionária sem jargão e sem o exagero de termos difíceis . P . B . reduz a incontrolável riqueza da filosofia oriental a poucos conceitos monumentais , dos quais os mais importantes são os seguintes : o Ego , o ser ilusório e separado que cada um de nós pensa ser ; o Eu Superior , que é a nossa realidade divina ; a Mente do Mundo , criadora de todos os universos ; a própria Mente , o fundamento silencioso e não manifesto de todo o ser .
É impossível transmitir adequadamente a majestade de A Sabedoria do Eu Superior ; a pungência de seus capítulos sobre o sofrimento , a morte e da então atual guerra mundial ; o valor supremo dos exercícios práticos de ioga mental , que não são encontrados em nenhum outro lugar da literatura ocidental . Acima de tudo , há o efeito transformativo de sua filosofia , como água dada a quem está morrendo de sede no deserto da pseudo-filosofia moderna .
P . B . terminou o livro A Sabedoria do Eu Superior em dezembro de 1942 . Ele tinha escrito dez livros em menos de dez anos e agora estava tão silencioso que foram publicadas notícias sobre sua morte . Ele saiu da Índia no fim da guerra e suas viagens subsequentes o levaram novamente ao redor do mundo , apesar de não podermos traçá-las mais exatamente . Um homem como P . B . nunca está inativo , mesmo que possa passar um ou mais anos sem ser visto fazer coisa alguma , além de comer um pouco e dormir menos . A busca continua em reinos que não podemos imaginar , e o fardo de ajudar a humanidade , uma vez aceito , pode tomar formas estranhas e internas .
Em 1952 ele quebrou seu silêncio , publicando A Crise Espiritual do Homem .
Este foi o primeiro livro desde A Índia Secreta que ele conseguiu escrever com folga e os Notebooks contêm centenas de parágrafos adicionais que certamente vêm desse período . A " crise espiritual " do título é redutível à pergunta : A raça humana vai aprender sua lição de duas guerras mundiais ou pela ignorância vai mergulhar num terceiro desastre ainda mais terrível ? O livro é uma reflexão sobre as consequencias espirituais da Segunda Guerra Mundial e da única direção onde existe esperança para o futuro : aquela do retorno da humanidade aos princípios morais e espirituais . Mais que isso , é um trabalho de inspiração para o indivíduo que colocou os pés no caminho do retorno , mas está obrigado a viver entre aqueles que o ignoram ou o recusam .
A Crise Espiritual do Homem foi o último livro que P . B . publicou em vida . No ano seguinte , 1953 , ele próprio entrou em uma crise . Pegou uma doença tropical , contraída no oriente distante , que ameaçou terminar fatalmente .
Entretanto em um estado de coma , ele encontrou a figura astral de um Mestre muito conhecido e muito amado , que lhe deu a escolha entre deixar o seu corpo naquele momento e naquele lugar ou recuperar-se e continuar sua vida terrena para o benefício de seus companheiros humanos . De pena daqueles que nele buscavam ajuda P . B . relutantemente decidiu retornar e completar sua missão .
Sempre destinado a ser um andarilho , P . B . continuou viajando . Esteve na Nova Zelândia por dois anos ; passou tempos na Austrália e nos Estados Unidos . Ele constantemente recusava convites que o colocassem como uma figura pública , ou mesmo que o tornassem o foco de um de ashram particular como fora Ramana Maharshi . Mais tarde ele se estabeleceu na Suíça , vivendo principalmente às margens do Lago de Lugano e do Lago de Genebra .
Valorizava sua solitude e a protegia das importunações dos bem intencionados e dos meio loucos igualmente , mantendo apenas um endereço postal .
Ocasionalmente consentia dar entrevistas , mas somente sob a condição de o interessado não esperar encontrar nele um guru . Fazer as compras e cozinhar para si , enfrentando os rigores do inverno alpino - isso se tornou crescentemente penoso quando ele se aproximou dos oitenta anos . Nos seus últimos anos , os amigos asseguraram que ele sempre tivesse um assistente à mão para cuidar das tarefas domésticas e escrever cartas para ele .
Um pouco do que P . B . tinha feito durante seus anos de silêncio emergiu quando foi percebido que ele tinha escrito umas sete mil páginas de anotações , junto com mais três mil páginas de material de pesquisa relativo , deliberadamente guardadas para publicação póstuma . Aparentemente , P . B . quase não passou um dia sem escrever alguma coisa , em obediência à sua profissão escolhida e a seu hábito de vida . Mas longe de ser um discurso conectado ou um tratado , essas anotações pareciam ter sido feitas aleatoriamente , em cada assunto concebível . Elas variavam de sentenças simples a parágrafos substanciais , havia também uns poucos ensaios de uma página ou um pouco mais longos . Em total contraste com sua natureza física - por que eram frequentemente escritas em minúsculos pedaços de papel ou em cadernos pautados baratos - as anotações apresentavam um aprofundamento da filosofia que tinha sido exposta nos livros publicados , refletindo mudanças muito consideráveis pelas quais P . B . tinha passado desde seu silêncio .
Quando uns poucos amigos de P . B . souberam da existência desse material , preocuparam-se para que ele não se perdesse , além da grande vontade de ler o que P . B . vagamente dizia ser seu " Resumo " . Um grupo de americanos que havia sido apresentado ao seu trabalho por Anthony Damiani , o fundador do Centro de Filosofia Wisdom's Goldenrod , recebeu a permissão de iniciar a digitação e a seleção dessas anotações com vistas a sua publicação posterior .
Quando P . B . morreu , no dia 27 de julho de 1981 , ele tinha estabelecido vinte e oito categorias sob as quais o material deveria ser classificado . Os manuscritos foram transferidos para Valois , no Lago Seneca , em Nova Iorque , onde um trabalho intenso foi realizado com eles . Uma coleção de ensaios , aparentemente datando dos anos 40 e 50 , foi publicada em 1984 como Essays on the Quest ( Ensaios sobre a Busca ) , e no mesmo ano o primeiro volume dos Notebooks apareceu com o título Ideias em Perspectiva , impresso pela Larson Publications . A devoção absoluta de apenas uma dúzia de pessoas e seus financiadores permitiram que as séries dos Notebooks fossem publicadas numa rapidez sem precedentes , com o décimo sexto e último livro aparecendo em 1989 .
Paul Brunton foi um sábio : um homem iluminado ou liberado ; ou um jivan mukti , se alguém preferir a precisão do termo hindu . Observe , no entanto , que a reivindicação é nossa , não dele . Não é falsa modéstia que o faz se afastar cuidadosamente de afirmar sua própria iluminação , enquanto escrevia com clareza sem precedentes sobre o estado de consciência do homem que atingiu o objetivo de busca humana . É inerente à própria coisa que faz de um homem um sábio : que ele tenha banido seu ego permanentemente e não tenha mais nenhum senso de identidade pessoal além do que ele possa assumir por conveniência ou cortesia . Ele vive em união com o Eu Superior , que nunca atingiu iluminação pela simples razão de que sua essência interna é iluminação . Partindo desse ponto de vista , ele está descrevendo um processo e um estado sobre os quais ele não tem nenhum senso de posse . O conhecimento que isso também é o destino de cada um de nós parece ser tão essencial quanto qualquer coisa que possa ser compreendida pela leitura .
Texto : The notebooks are copyright - The Paul Brunton Philosophic
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

" O relacionamento do homem com o dinheiro "

O relacionamento do homem com o dinheiro e com os bens materiais está em crise e prestes a ser transformado profundamente .
Já vivemos essa transição em todo o planeta . Qualquer atividade evolutiva , neste momento , não poderia visar a consertar sistemas ou regimes econômicos , que se encontram em fase final de expressão . É pelo que se vai exprimir um dia aqui no planeta Terra que devemos trabalhar , e não pelo que ainda existe e está se extinguindo .
O processo que vem sendo usado para a circulação do ouro e do dinheiro ainda está ligado à fase em que o planeta tendia a ser cada vez mais material , sólido , concreto . Agora , porém , inicia-se o seu ciclo de progressiva sutilização - o que implica uma mudança de comportamento do homem diante dos bens materiais .
Como sabemos , todos os planetas têm uma fase em que gradativamente se materializam , até que chegam ao auge da densidade , como a Terra chegou ; iniciam depois outro ciclo , de desmaterialização , até que passem totalmente para os níveis suprafísicos da existência , desaparecendo do plano físico denso .
O grande crescimento do materialismo a que hoje ainda assistimos está , pois , ligado a este final de ciclo . A partir de agora , inicia-se um movimento oposto , cujos sintomas já se podem ver em muitos setores da vida humana . O interesse crescente por fatos suprafísicos , o desenvolvimento da telepatia superior e do pensamento abstrato , a conscientização da meta espiritual do mundo e da humanidade já estão patentes .
É evidente o confronto entre as forças da densidade ( o materialismo em todas as suas manifestações ) e as forças da nova Terra ( a ligação cada vez maior com os mundos suprafísicos ) . Nos níveis sutis da vida planetária , esse confronto já foi resolvido e não há luta ; entretanto , nas três dimensões em que o homem é consciente - física , emocional e mental - ainda existe de modo bem claro . Isto ocorre assim porque esses planos demoram a refletir uma situação real , superior . Nos níveis mais elevados da consciência , por exemplo , cada indivíduo da superfície da Terra já decidiu que caminho seguir : o das energias evolutivas ou o das involutivas . Entretanto , em nível de personalidade , as pessoas nem sempre têm consciência da escolha que fizeram e por isso vivem ainda debates mentais , emocionais e até mesmo físico-etéricos , como se vê pela precariedade do estado de saúde que tantas vezes apresentam .
Conflitos ainda se dão nos níveis psicológico de um indíviduo porque ele externamente não reconhece que ter os bens materiais para uso próprio , ou para uso estritamente daqueles a que está ligado carmicamente , é uma fase já ultrapassada nos planos internos de sua consciência . Muitos já têm a tendência de usar esses bens não mais para si , mas em função de um plano evolutivo que começam a entrever e conhecer - às vezes intuitivamente , outras , através de sinais externos bem claros .
Antes , porém , que uma pessoa possa ser realmente últil e integre algum plano de obra para o bem da humanidade , é necessário que tenha feito certo trabalho no sentido de transcender o próprio desejo , a própria sensualidade e o próprio pensamento comum . O desejo leva o homem a perseguir e a adquirir o supérfluo ; a sensualidade leva-o a interpretar a vida de modo materialista , e o pensamento comum leva-o a seguir fórmulas , conceitos ou experiências anteriores , que muitas vezes de nada servem , pois o Espírito sempre se renova e , portanto , não repete situações quando as lições que elas trouxeram já foram aprendidas .
Texto : Extraído do livro " O Novo Começo do Mundo " - Trigueirinho  ( Editora Pensamento ) Pag. 73 a 76 .
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" Química da Transcedência "

Se tiveres de realizar algo sem compreender seu motivo oculto , faze-o assim mesmo .
Se fores levado a contatar alguém sem motivo aparente , contata-o assim mesmo .
Se tiveres de decidir algo pelo bem comum que exija que contraires teu ego , decide-o assim mesmo .
Se tiveres de responder algo diferentemente de como teu ego responderia , responde assim mesmo .
Se um irmão te disser algo que contrarie teu modo de pensar , aceita-o assim mesmo .
Se te oferecerem uma tarefa que te exija empenho e esforço , executa-a assim mesmo .
Se ao orares nada perceberes , ora assim mesmo .
Se nada vires ao dar um passo indicado , dá o passo assim mesmo .
Se durante as provas a mente insistir em explicá-las e controlá-las , aceita as provas assim mesmo .
Se resolveres algo baseado em tua natureza profunda e isso contrariar tuas tendências mentais , segue a indicação assim mesmo .
Se chegar um irmão e disser algo que te cause reação , inclui seu ponto de vista assim mesmo .
Se a vida te trouxer inesperadamente sofrimento e inquietudes , abraça-os assim mesmo .
Se na hora de saltares tua mente te refrear em dúvida , salta assim mesmo .
Se algo te solicitar e não vires ali proveito próprio , atende assim mesmo .
Se um irmão falhar em algo que lhe tenhas confiado , confia-lhe novamente assim mesmo .
Se um irmão executar de forma inesperada e com sucesso uma tarefa , aproxima-te dele e aprende algo assim mesmo .
Se entre gostos e desgostos aprenderes a seguir adiante ; se entre certezas e dúvidas te mantiveres neutro ; se nas angústias e deleites te sentires observador ; se nas provas diárias lembrares dos votos que fizeste e sorrires ; se na realização de algo lembrares que não és dela o autor mas o meio ; se nas decisões incluíres pontos de vista inesperados e contrários a tua natureza humana ; se obedeceres , mesmo que contrariado , e cumprires algo da melhor forma até o fim ; se não te lembrares de colher os frutos de tuas ações ; se saudares as provas com a mesma alegria que saúdas momentos de clareza ; se conseguires realizar algo sem dele te apoderares ; se na dor alheia sentires em tua pele o calor da prova e buscares alívio para o que sofre ; se nada temeres e nada desafiares mas fores ao encontro de tudo com fé , . . . tudo isso pode indicar que entre Meu Coração e o teu começa a fluir o Líquido Precioso .
Pode indicar o amadurecer de um fruto longamente aquecido por Nós .
Pode confirmar que a persistência nas leis conhecidas é caminho seguro .
Pode ensinar-te que é no autoesquecimento e na autonegação que se encontram muitos degraus inesperados .
Pode demonstrar que há caminhos corretos por vias diferentes das tuas .
Pode lembrar-te que Nossa Mão estará sempre contigo , e que Nosso Toque sempre estará a teu alcance quando negares a ti mesmo .
Pode indicar que chegou a hora da redenção .
Paz
Texto : Francisco - Sinais de Figueira
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sábado, 27 de agosto de 2011

" A ORAÇÃO "

A oração é um instrumento que nos aproxima de Deus .
Orar é abrir-se para este encontro , é permitir que Deus participe de nossa vida .
Esta participação não traz somente benefícios próprios , mas também amplia seus efeitos a todo o planeta .
A Rede de Oração é formada por orantes em todo o planeta .
Tem como proposta a reunião de grupos comprometidos com a Luz e a Paz , através da oração . Entende-se que um grupo é formado por indivíduos que já assumiram a oração como uma responsabilidade pessoal em suas vidas .
A oração grupal tem sua força multiplicada , pois um grupo que se reúne para orar com amor e fidelidade gera um campo vibratório de paz que pode ser irradiado a todo o planeta . Cada ser que ora com dedicação colabora para que energias sublimes atuem nestes tempos de hoje , no qual predominam o conflito e a desesperença .
Como a oração é serviço , entende-se que as reuniões de oração ocorram , no mínimo , uma vez por semana , e que as orações individuais sejam , pelo menos diárias , dada a caótica situação planetária .
Os grupos de oração são abertos a todos aqueles que compreendam que orar é uma oferta a Deus e que o grupo está formado para servir .
É muito importante que o grupo esteja em sintonia e unidade , centrado na tarefa a qual se propõe , ou seja , orar . Por isso , a oração em voz alta é recomendada , pois unifica e focaliza os pensamentos e sentimentos em uma só direção .
Um ambiente onde a harmonia esteja presente facilita o desenvolvimento da oração , portanto , sugere-se o preparo prévio , tanto do local onde o grupo se reúne , quanto de cada participante . Um breve momento de silêncio pode propiciar esse alinhamento .
A oração pode se desenvolver através de vários instrumentos , tais como : orações formais , frases , afirmações ou mesmo expressões surgidas espontaneamente durante este sagrado momento .
A tarefa essencial é orar .
É importante que as orações formais , frases ou afirmações sejam repetidas por 72 vezes ; este ritmo cria o campo vibratório necessário para que o trabalho se desenvolva . Para isso , devemos estar atentos para que as orações  não se tornem mecânicas e vazias , mas que sejam vivas e verdadeiras .
A cada orante cabe a decisão dos passos a serem dados para que a oração viva e operante praticada individual ou grupalmente , possa se multiplicar pelo planeta , a serviço da Paz , da Verdade e do Bem .
Texto : ( O Trabalho da Rede de Oração - Trigueirinho )
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

" PREPARANDO - SE PARA O SILÊNCIO "

Um dos nossos verdadeiros presentes numa vida corrida é um longo período de silêncio , um momento em que intencionalmente voltamos nossa atenção para longe da pressa das conversas e compromissos , imagens e mensagens , listas e obrigações , e silenciosamente nos sintonizamos com um espaço interior .
Para alguns de nós , o silêncio imposto foi uma punição em nosso passado ; por exemplo , um pai pode ter dito : " Cale-se e vá para o seu quarto " . O silêncio do qual tratamos aqui é uma escolha .
Esse silêncio é uma oportunidade para a descoberta , para encontrarmos coisas novas e diferentes . A ausência de fala é bastante diferente quando escolhemos não falar .
Silêncio não é falta de comunicação . Há uma linguagem sutil que nos conecta com os outros através dos olhos , com um sorriso , ou um gesto .
A fluência nessa linguagem sutil demanda nossa habilidade de observar os pequenos detalhes da vida .
Quando desenvolvemos nossa habilidade com essa linguagem sutil , descobrimos que somos menos dependentes dos instrumentos mecânicos que podem nos conectar , mas isso também pode fazer com que nos sintamos mais separados .
Ao entrarmos num espaço interno de silêncio , estamos nos sintonizando com o espírito da natureza e abandonando a tendência de sermos críticos .
O silêncio oferece a oportunidade para que eu identifique em mim mesmo as qualidades que possuem a capacidade de me transformar .
No silêncio , posso me conectar com a qualidade mais elevada do meu pensamento mais leve , mais claro . ( com meu Eu Superior , com o Pai em mim , com o Cristo em mim )
A ação nasce das sementes do pensamento . As ações são os frutos dessas sementes .
O que será que existe no solo onde escolho plantar as sementes dos meus pensamentos ? Violência ou paz ? Raiva ou amor ?
Essas escolhas são transformadoras .
O estado de consciência que atinjo no silêncio se conecta diretamente com a qualidade do meu entendimento .
Entender " no som " é um processo cognitivo , enquanto que entender " no silêncio " é mais sutil , resultando nas realizações que surgem de dentro .
Essas são experiências muito diferentes .
No silêncio , descubro minhas qualidades inatas , as qualidades que são intrínsecas de quem sou .
Aqui no silêncio posso tocar em meu eu eterno e passo a confiar nessa essência mais profunda .
A experiência do reconhecimento de minhas qualidades intrínsecas e singulares aumenta meu poder de receber .
No silêncio , toco em minha força interna e sinto confiança , fé , segurança , beleza , dignidade .
É a partir dessa base de força interna que minhas ações evoluem .
No silêncio , posso escutar o chamado de Deus , o chamado da natureza , o chamado daqueles que precisam .
O silêncio é um espaço interno de aprendizagem . Quando não entendo algo , continuo a me prender a isso .
Quando a aprendizagem acontece , posso me liberar e seguir adiante .
No silêncio , descubro a verdade ao me conectar com meu eu verdadeiro . O silêncio aumenta minha capacidade de manter a fé internamente .
O silêncio é uma oportunidade de descansar no colo de minha própria grandeza .
Lembre-se de cuidar de si com a atenção especial que você daria a qualquer grande alma .
O silêncio é uma disciplina , não do fazer , mais do ser .
Usem esses pensamentos sobre o silêncio como uma bandeja de petíscos de entrada , pegando o que quiserem para sustentá-los ao entrarem num espaço de silêncio interior .
Texto : BK Mohini Panjabi e Brahma Kumaris .
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

" O SIGNIFICADO METAFÍSICO DA DOR DE CABEÇA OU ENXAQUECA "

Extrema assiduidade . Preocupações excessivas . Pensamentos possessivos e congestão mental.

Trata-se de um distúrbio presente na humanidade desde os primórdios .
Atualmente , sabemos que se trata de uma doença incapacitante , que compromete o desempenho da pessoa nas atividades existenciais .
Até 1980 , a dor de cabeça era considerada um distúrbio puramente vascular . Foi quando Moskowitz , concluiu que não era apenas uma reatividade vascular primária ; ela depende de aumentos na excitação ; neural , mediados principalmente pela serotonina ( neurotransmissor ) , que ocorre isoladamente ou associada a outros processos neurológicos .
Segundo ele , a dor provoca a inflamação dos vasos sanguíneos , e não o inverso , como se acreditava .
Os desencadeadores mais comuns são : fome , sede , euforia , mania , depressão , tontura , lentidão de movimentos ou irritabilidade .
As dores de cabeça são classificadas como : cefaléias e enxaquecas .
As cefaléias são facilmente confundidas com as enxaquecas . Elas até podem existir simultaneamente , mas são processos distintos , com características , tais como : o período de duração dos ataques ( as cefaléias são de curta duração , enquanto as enxaquecas são mais prolongadas ) ; e os diferentes comportamentos ( durante um ataque de cefaléia , as pessoas não conseguem ficar paradas , já na enxaqueca querem ficar imóveis , e ficam propensas à hibernação .
Os ataques de cefaléia podem ocorrer em momentos específicos , com uma forte intensidade .
Dentre os sintomas destacam-se pulsação na região frontal da cabeça , queda de uma das pálpebras , inchaço e vermelhidão na região dos olhos ou na face , lacrimejamento , escorrimento ou congestão nasal , suor excessivo , etc .
No tocante a enxaqueca , destacam-se as seguintes situações : surge gradativamente ; pode sercompletamente reversivel , costuma iniciar na região frontal , estendendo-se até a coroa , na nuca ou , ainda , unilateralmente .
O sintoma também pode ser pulsátil ; a intensidade da dor pode ser moderada ou mesmo com picos de dor , que se repetem após um intervalo de tempo , dificultando as atividades diárias ; a dor de cabeça se agrava com atividades físicas e pode inclusive provocar vômitos .
No âmbito metafísico , a dor de cabeça é indício de preocupação excessiva com determinadas situações que assumem um carater pertubador . A pessoa fica pensando de maneira obsessiva em fatos que , muitas vezes , fogem ao seu controle ; mas nem por isso consegue se desligar .
Ao contrário , a falta de controle sobre as ocorrências provoca instabilidade emocional , levando ao desespero . Não consegue chegar a um denominador comum . Perde-se nas conjecturas mentais desencadeadas pelas ocorrências que ficam impregnadas em sua mente , gerando desconforto , indignação e inconformismo .
Rumina mentalmente o ocorrido de maneira a não se desligar um só instante , causando uma espécie de congestão psíquica , que pode desencadear uma crise de dor de cabeça .
Portanto , pensar nas situações agradáveis ajuda as pessoas a se desligarem dos episódios ruins .
Uma atitude comum entre as pessoas que sofrem de cefaléia é a de serem dramáticas . O drama aumenta a intensidade dos fatos ruins e reforça a confusão interior , enfraquecendo o potencial realizador .
As pessoas que sofrem de cefaléia , geralmente comportam-se de maneira possessiva . Elas não sabem viver sem nenhum poder sobre as situações . É muito dificil para elas deixarem que os fatos simplesmente aconteçam , sem interferir nas ocorrências . Não permitem que nada escape ao seu controle , envolvem-se excessivamente com as questões exteriores , sobrecarregando-se de tarefas ou ficam com preocupações excessivas .
Querem dominar as situações para garantir que tudo se desenrole conforme previsto .
Buscam colaborar de alguma forma , tentam agradar os outros para se sentirem úteis , consequentemente , seguras . Estão frequentemente planejando estratégias mirabolantes para alcançar seus objetivos .
Incluem as pessoas nos seus planos , sem prévia consulta . Quando vão comunicá-las e não obtém boa aceitação , decepicionam-se . Elas não conseguem compreender que suas estratégias tem umafinalidade própria e na maioria das vezes não estão de acordo com os objetivos alheios .
Nas pessoas que sofrem de enxaquecas , quando vão participar de algo , gastam muita energia psíquica nas conjecturas e planejamento das suas ações . Não é praxe agirem no improviso . Gostam de ter tudo planejado e devidamente organizado para que nada dê errado .
Exageram na organização por não se sentirem à vontade e em condições de lidarem com o inesperado . As situações inusitadas são abominadas e causam certo pavor , provocando tensão e desconforto .
São pessoas persistentes , que não se convencem facilmente . Gostam de entender a fundo uma situação . Não se contentam com pouca explicação , querem atingir o cerne da questão .
Pode-se dizer que não conseguem viver sem certa dose de preocupação . Quando nada acontece , procuram uma situação para se envolverem .
Não suportam as situações em aberto nem ficar aguardando solução futura . Esperar é algo que provoca desconforto e agitação interior , pois ficam imaginando tudo o que pode ou não acontecer . Não sabem viver diante de incerteza , pois elas instigam a sua imaginação , que geralmente permeia na negatividade , causando-lhes grande turbulência psíquica .
Texto : Metafísica da Saúde - Luiz Gasparetto e Valcapelli
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